Notícias

Durante o ano de 2016, muitos foram aqueles que nos deixaram. Ligados às artes, ao espetáculo, ao desporto, à ciência e à política, a sua partida acabou por ser sempre um motivo de tristeza.

O irónico lugar-comum de que “a morte é a lei da vida” aparece-nos frequentemente como consolo para enfrentarmos, de forma mais ou menos racional, as surpresas que por vezes a tal “lei da vida” nos reserva.

Não foi uma surpresa, dada a debilidade que a sua saúde já evidenciava, mas foi definitivamente a grande perda do início deste ano de 2017: a partida de Mário Soares.

Tudo fazia prever que já não estaria entre nós muito mais tempo, sobretudo desde que Maria de Jesus partiu.

Mário Soares, no entanto, tendo sido levado pela “lei da vida”, foi devolvido à vida, como dizia Camões, ao ter-se libertado da “lei da morte”.

Alguém como Mário Soares, que a História de Portugal e da Europa registou e registará como figura incontornável do século XX, ficará para sempre ligado ao desenvolvimento, à democracia e à liberdade deste país tão pequeno como é Portugal – e tão grande como quando falamos daqueles que ajudaram a fazer dele o que hoje é.

A dimensão de um ser humano é tão grande quanto o tamanho da sua esperança e da sua capacidade de se entregar aos outros e às causas em que acredita. Mário Soares teve tudo isso enriquecido por valores como a solidariedade, o respeito, a tolerância e a liberdade.

Por tudo o que foi e continuará a ser – OBRIGADO Mário Soares.

Manuel Camacho

provedor.inatel@inatel.pt