Editorial

A Fundação INATEL, nos meses de verão, teve duas grandes festas: o encerramento nacional da sua taça de futebol, que envolve milhares de atletas e centenas de clubes, e o Ciclo Mundos, este numa parceria com o Festival de Músicas do Mundo.

Uma e outra festa estão no centro da missão INATEL: promover a cultura popular, e nela os projetos intergeracionais inovadores, e dinamizar um direito constitucional fundamental ao desporto, logo de acesso a todos.

No Estádio Primeiro de Maio, uma infraestrutura emblemática da Fundação, estiveram milhares de pessoas, em festa, a assistir à Final Nacional. Foi uma festa do desporto popular, demonstrando-se assim a ligação da INATEL ao País e ao seu mundo associativo desportivo de base. Foi manifesta ainda a adesão de jovens e mais velhos, terminando-se uma prova onde entraram cerca de uma dezena de milhar de atletas jovens.

Esta administração tem, na sua genética, a militância de defender este direito constitucional, traduzido na sua orgânica legal, incentivá-lo e aumentá-lo, apesar de alguns movimentos comerciais, isolados, de pulsão monopolista, e, a concretizar-se, seriam ilegais e limitadores do direito que a Constituição garante, o Conselho de Ministros delegou na INATEL, os Parceiros Sociais cogerem e Portugal respeita há mais de 80 anos.

Por sua vez, assistiu-se à participação ativa da Fundação, em Sines, no Festival de Músicas do Mundo, assim como se realiza, no Teatro da Trindade INATEL, o Ciclo Mundos, onde grandes músicos, enraizados nas culturas dos seus povos, desenvolvem projetos inovadores, cosmopolitas e incentivadores do diálogo intercultural, atraindo muitos jovens nacionais. Este projeto é visto, a par de outros, como um elemento fundamental destinado a colocar a Fundação INATEL no centro duma missão institucional, que partindo da tradição, nacional e das nossas heranças culturais internacionais, de renovação e promotora duma maior ligação entre as velhas e novas gerações e a coesão social do espaço nacional com várias origens culturais.

Seja nestes domínios, o desporto e a cultura populares, seja ainda no turismo e hotelaria sociais, a Fundação tem uma missão de ligar gerações, de promover a cidadania e o diálogo intercultural, de estar no centro da refundação permanente do Portugal intranacional, rural e urbano, ligado ao mundo, pelo tempo e pelo espaço, com especial enfoque à lusofonia e às américas, às áfricas e às ásias onde andamos.

O jornal TL, neste número, traduz estes acontecimentos e esta vontade.

Francisco Madelino