Palcos

Um palco aberto ao país

No mês em que se comemora o Dia Mundial do Teatro, o Trindade abre as suas portas a dois grupos de teatro: Art’Imagem, do Porto, e ACTA - Companhia de Teatro do Algarve.

 

O espetáculo Instruções para voar, texto de Lídia Jorge, é interpretado por Luís Vicente e Elisabete Martins, com encenação de Juni Dahr, que assina a dramaturgia e conceção visual com Eva Dahr. A encenadora trabalhou com Liv Ullmann e Ingmar Bergman, teve ligações ao Teatro Laboratório de Grotowski e Actors Studio, passando pelo Teatro Nacional de Bergen, fundou a Visjoner Teater.

A narrativa, escrita propositadamente para a ACTA, centra-se em duas personagens, Emil e Laura, que se encontram por acaso, em circunstâncias obscuras. Duas histórias de vida distintas que se confrontam, duas pessoas demasiado fechadas sobre si próprias. Na dinâmica do espetáculo o coro é utilizado para comentar os pensamentos difusos dos protagonistas e apontar-lhes, como na Tragédia Grega, os caminhos inevitáveis do destino.

Cenografia e figurinos de Jean-Guy Lecat, que durante 25 anos foi diretor técnico e cenógrafo de Peter Brook, e também trabalhou com Becket. Coro de alunos do Curso de Artes do Espetáculo da Escola Secundária Tomás Cabreira, de Faro. De 18 a 27 março (exceto dia 25), de 4ª a sáb. 21h30, dom. 18h. Conversa com o Público, domingo, 27, após o espetáculo.

Sala Estúdio

Três espetáculos do Art’Imagem

Uma dramaturgia forte e contemporânea é a proposta do coletivo portuense, dirigido por José Leitão. Os textos de Pedro Eiras e Manuel Jorge Marmelo ombreiam com a obra do escritor uruguaio Eduardo Galeano. As veias abertas da humanidade – Memória de Amor e Guerra, baseado na obra de Galeano, com Daniela Pêgo, Flávio Hamilton e Pedro Carvalho, dramaturgia e encenação José Leitão, em cena de 10 a 13. O Vosso pior pesadelo, de Manuel Jorge Marmelo, com Flávio Hamilton, Miguel Rosas e Pedro Carvalho, de 17 a 20, e um monólogo de Pedro Eiras, Um Punhado de Terra, interpretado por Flávio Hamilton, de 24 a 27. Os três textos contam e falam de outros mundos de gentes que não têm tido voz. De 5ª a sáb. 21h45, dom. 17h. Conversa com o público dias 10, 17 e 24 de março.  

Dança contemporânea

O Cumplicidades – Festival Internacional de Dança Contemporânea de Lisboa, apresenta “Intermitências”, conceção e coreografia de Joclécio Azevedo, com André Mendes, Bruno Senume, Camila Neves, Joana Castro,  música de Kubik (aka Victor Afonso) e figurinos de Jordann Santos, na sala Eça de Queirós, 12 e 13 de março.

O programa inclui duas palestras do Ciclo “O Meu Processo”, por Joclécio Azevedo, dia 9, às 18h, Vânia Rovisco, dia 12, às 18h, e o espetáculo “Reacting to time”, de António Olaio, com direção e Vânia Rovisco, 14 de março, às 19h, no Salão Nobre, com entrada livre.

Conferência

Deambulação pela Arte (como coisa) Pública

A partir de uma cartografia da arte como coisa pública e urbana, conforme realizada no seu livro 'Arte na Cidade', Mário Caeiro partilha um percurso de experiências nesse 'teatro de operações' que é a cidade contemporânea. Desde 1995 que Mário Caeiro concebe e produz projetos culturais e de espaço público. O mais recente é LightCraft Belmonte, ao Bairro do Castelo (2016). Dia 22 março, no Salão Nobre, às 18h30, entrada livre.